13.9.06

Edição Extraordinária!!!!!!!!!


Leitores, amigos e afins...

É com prazer que torno oficial minha entrada na banda ZILLA.

Visitem nosso site: www. zilla.com.br

Tem QUASE tudo lá: fotos, shows, letras, biografia, etc, etc, etc.

AINDA não tem nenhum som disponível para download, mas preparem-se e fiquem de olho no site para as novidades, pois estamos preparando a gravação do material mais insano, pesado, agressivo e direto que se pode esperar de uma banda com influências de Thrash e Death Metal.
Podem ter certeza de que não vai ter nada de sons da moda nem a reinvenção da roda... só pancadaria da melhor qualidade, feito por quem entende do negócio (modéstia a parte).

Nos próximos 2 fins de semana teremos shows em Brasília (no Conic), Planaltina (no Elite Clube - só Deus e a rapazeada daquela quebrada sabe onde fica, mas tá valendo, pois já me disseram que os "metaleiros" de lá são de agitar que só vendo) e em Taguatinga (no melhor esquema "o bom filho a casa torna", vamos quebrar tudo no Metrópolis, antigo Blues - Térreo do Kingston Hotel).

Agora voltaremos a nossa programação normal.

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22.8.06

Slayer - Seasons In The Abyss

Demorou, mas eis que surge aqui entre os indicados o disco clássico de uma de minhas bandas prediletas de todos os tempos: os reis do thrash metal que atendem pelo singelo nome de SLAYER!

Lançado em 1990, esse álbum trás como curiosidade o fato de ter algumas faixas de bateria aceleradas em estúdio após a gravação original mostrar que certos andamentos estavam aquém do necessário para acompanhar os riffs de Kerry King e Jeff Hanemann (informação essa confirmada pelo próprio Dave Lombardo em matéria já divulgada na Modern Drummer Brasil, onde ele alega que na época teve problemas entre sua postura a altura de seu banco e a relação entre seus tambores).
Pois é... até o maior baterista do metal já andou mascarando em estúdio, mas nada que tire o brilho das músicas nem do músico, pois o cidadão é realmente um baterista pra lá de diferenciado que consegue impor ritmos e andamentos inusitados onde a maioria dos musicos desse estilo só conseguiriam disparar seus bumbos, caixa e pratos na velocidade da luz.

Agora voltando ao disco, esse Seasons... trás o Slayer definindo o estilo que seguiriam nos anos 90: menos velocidade (para os padrões do Slayer isso ainda quer dizer musicas muito rápidas, que isso fique bem claro), mais atenção as harmonias e letras explorando outros temas além do satanismo explicito de outrora.

Destaques: "War Ensemble" (poucos discos começam tão bem assim, com riffs de guitarra destruidores e um Tom Araya cantando como um maníaco a plenos pumões), "Expendable Youth" (como já citado, letra explorando temas novos, música mais cadenciada e valorizando ao máximo o peso das guitarras), "Dead Skin Mask" (em minha modesta opinião, umas das melhores composições dessa banda!), "Hallowed Point" e a faixa título "Seasons In The Abyss" (com uma introdução longa e arrastada, porém cheia de clima, essa música apresentou o Slayer para toda uma geração de fãs através do clipe que foi muito tocado na eMiTiVi Brasil).

Tom Araya, Jeff Hanemann, Kerry King e Dave Lombardo fazem parte de um seleto grupo que certamente terão seus nomes gravados na história da música como criadores de um estilo único, inimitável e apreciado por gerações inteiras e esse Seasons In The Abyss para mim representa com mérito a síntese disso.

P.S.: Só pra não deixar de registrar: a capa é tosca que dói, mas até isso parece fazer sentido quando trata-se dos thrashers mais malvados do mundo!

21.8.06

Ratos De Porão - Brasil


O que falar do RDP???
Reis do Crossover talvez seja a melhor definição e Brasil é a prova disso.

Lançado em 1989 via Eldorado/Roadracer esse disco trás 18 pancadas no pé da orelha em forma de música e protesto. São críticas sobre a devastação e internacionalização da Amazônia, a futilidade do mundo e da música pop, a falta de valor as criançãs menos previlegiadas do país, a situação política...
Opa! Alto lá... João Gordo & Cia previram o futuro ou será que os temas abordados em 1989 por eles continuam INEXPLICAVELMENTE atuais?!?!?!??!?!?!

Agora recomposto do susto, vamos aos destaques: "Aids, Pop, Repressão" (sem palavras para expressar toda minha admiração por essa música), "S.O.S País Falido", "Gil Goma" (essa é mesmo pra quem é mais velho e lembra desse reporter polícial do rádio e da tv que era uma figura...), "Beber Até Morrer" (obrigatória no top 10 de qualquer fã do RDP), "Heroína Suicida", "Vida Animal" (só mesmo o Sr. João para escrever versos como os que abrem essa singela canção: "Se você quer morrer, se mate na cozinha e chame sua mãe pra ver") e "Terra do Carnaval".

O Ratos é uma unânimidade não só por praticar um som porrada prá lá de original, mas por transmitir em sua música exatamente o sentimento da população pensante do Brasil.
Não é a tôa que até hoje o RDP consegue levar para seus shows banger, punks, carecas e moleques recém chegados ao mundo da música pesada.

Ponto pra eles!

20.8.06

Golpe De Estado - Quarto Golpe


Era o hoje distante ano 1991 e eu, adolescente faz nada por convicção e "roquista" por vocação, ao ligar minha tv para mais um Programa Livre (apresentado por Serginho Groismann quando trabalhava no SBT) tive o prazer de ser apresentado a maior banda do rock underground brasileiro: Golpe De Estado!
Catalau, Hélcio Aguirra, Nelson Brito e Paulo Zinner destruiram tudo naquele programa quando de uma rara apresentação na grande mídia para um som ao vivo/lançamento de seu melhor disco até hoje, o mais que irretocável Quarto Golpe.

A gravação desse álbum não é nenhum primor, o que dá até um certo charme ao som, mas consegue transmitir honestidade e faz justiça a todos os instrumentos, dando destaque a voz peculiar e inconfundível de Catalau.

Destaques: "Dias de Glória" (primeira faixa dessa obra prima, onde baixo, batera e guitarra moem tudo enquanto ouve-se a maravilhosa frase inicial: "Vou vivendo meus dias de glória, que o passado ainda não enterrou"), "Caso Sério" (letra urgente e muito bem feita sobre o descaso do homem com o planeta), "Mal Social", "Real Valor" e "Ela Foi Feita" (impossível de imaginar uma melhor forma de fechar o disco).

Pra quem não conhece o Golpe, ainda é possível encontrar para compra parte da discografia dessa banda que mudou meu conceito de rock em português, portanto corram atrás.

Visitem também o site e conheçam: www.golpedeestado.com.br
Após passar por lá e ver a importância deles para a o r'n'r brasileiro com certeza você também vai se indignar com o descaso da mídia e do grande público que prefere ouvir esse rock bundinha (rock?!?!?!?) que infesta atualmente a eMiTiVi e as rádios desse nosso país sem memória ao invés de prestigiar a qualidade e o bom gosto desses paulistas guerreiros da música de qualidade.

12.8.06

The Ramones - It's Alive


Falar desses 4 sujeitos mais que esquisitos é fácil: Eles são e sempre serão os maiorais do rock feito com o coração.

It´s Alive é o melhor disco ao vivo que já ouvi e muito provavelmente continuará sendo, pois nessa era de overdubs e pro tools nada mais é ao vivo "de verdade".

Sem muita enrolação vamos ao disco, ou como prefeririam esses mestres: One, Two, Three, Four!!!!

Lançado originalmente em maio de 1979 (a versão em cd saiu somente em outubro de 95), esse álbum registra toda a vibração e atitude que Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy tinham no palco.
É pancada na orelha sem intervalo para respirar nem tempo para conversas de mais de 3 segundo com a platéia.
Tudo é certo, tudo está no lugar: timbres, microfonia e velocidade das canções (pode chamar de hinos sem medo de errar...).

Destaques: Aqui é relamente IMPOSSÍVEL destacar apenas algumas músicas, pois trata-se de um registro para ser curtido do início ao fim sem pular nenhuma faixa e cantando junto cada refrão.

Enfim... ouvir esse disco é uma sensação mágica e não há palavras exatas para expressar essa excelente experiência!

A música existe para mim dividida em período cronológico de "antes de Ramones e depois de Ramones".

Hey Ho, Let's Go!

11.8.06

The Black Crowes - Amorica


Quando ouvi esse disco pela primeira vez pensei: "Como podem fazer exatamente tudo que já foi feito nos anos 70 e ainda assim soarem tão originais?!?!"
Isso mesmo, ORIGINAIS!

Impossível não lembrar de um tanto de Stones aqui, Faces ali e Lynyrd Skynyrd acolá, mas a receita do bolo lançada pelos Corvos Pretos em 1994 foi impecável.

Amorica é daquele tipo de disco que te pega já desde a primeira audição e a cada vez que você volta a apertar o play vai percebendo detalhes e mais detalhes em todas as faixas.

Destaques: "Gone" (disco de rock n' roll tem que começar é assim mesmo!), "A Conspiracy", "She Gave Good Sunflower" (balada r'n'r no melhor estilo southern), "P. 25 London" (ritmo e malícia a toda prova) e "Wiser Time" (a melhor do disco COM CERTEZA).

Se gosta das bandas citadas no início desse post e não conhece o trabalho dos irmãos Robinson & Cia, pode comprar de olhos fechados que é certo que você vai gostar. Agora, se esses tais de Mick Jagger, Rod Stewart e Johnny Van Zant não são muito a sua praia, então passe looooooonge desse Amorica e de qualquer outra coisa lançada pelo The Black Crowes.

...Se bem que se você não gosta de pelo menos um desses três vocalistas, certamente sua praia é Bonde Do Tigrão, Raça Negra e essas outras lindezas que o Brasil nos oferece.

CREDO!!!!!!

3.8.06

Faith No More - King For A Day, Fool For A Lifetime




Logo que o guitarrista declaradamente metalhead Jim Martin foi "convidado" a sair da banda em 1993, todos acreditavam que o primeiro disco do FNM sem ele teria um direcionamento muito mais comercial, porém esse King For A Day... é justamente o disco mais pesado, ousado e agressivo que a banda de Mike Patton e Cia lançaram até então.

Quando veio ao mundo em 1995, esse album de capa estranha e faixas com títulos mais estranhos ainda fez os fãs de verdade se deliciarem com o turbilhão criativo gravado com um som bem na cara e afastou em definitivo os apreciadores ocasionais das músicas ditas mais "comerciais" dos discos anteriores (que tocaram a exaustão nas principais rádios do Brasil, diga-se de passagem).

Destaques: O coro já começa a comer solto na abertura com "Get Out" (duvido você não balançar a cabeça acompanhado o ritmo forte e preciso dessa música), depois sugiro que confiram "Ricochet", "The Gentle Art Of Making Enemies", "Ugly in the Morning" (vocais M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S), "Digging the Grave" (obrigatória no play list do MP3 Player de qualquer apreciador de boa música) e "What a Day".

Faith No More é sinônimo de música livre de rótulos, feita por músicos do mais alto calibre (especialmente a cozinha com os baixos trabalhados e cheios de ritmo de Billy Gould e a batera sempre criativa e pesada do preciso Mike "Puff" Bordin) e que quem não conhece tá marcando uma toca do tamanho do Congresso Nacional!!!