
Demorou, mas eis que surge aqui entre os indicados o disco clássico de uma de minhas bandas prediletas de todos os tempos: os reis do thrash metal que atendem pelo singelo nome de SLAYER!
Lançado em 1990, esse álbum trás como curiosidade o fato de ter algumas faixas de bateria aceleradas em estúdio após a gravação original mostrar que certos andamentos estavam aquém do necessário para acompanhar os riffs de Kerry King e Jeff Hanemann (informação essa confirmada pelo próprio Dave Lombardo em matéria já divulgada na Modern Drummer Brasil, onde ele alega que na época teve problemas entre sua postura a altura de seu banco e a relação entre seus tambores).
Pois é... até o maior baterista do metal já andou mascarando em estúdio, mas nada que tire o brilho das músicas nem do músico, pois o cidadão é realmente um baterista pra lá de diferenciado que consegue impor ritmos e andamentos inusitados onde a maioria dos musicos desse estilo só conseguiriam disparar seus bumbos, caixa e pratos na velocidade da luz.
Agora voltando ao disco, esse Seasons... trás o Slayer definindo o estilo que seguiriam nos anos 90: menos velocidade (para os padrões do Slayer isso ainda quer dizer musicas muito rápidas, que isso fique bem claro), mais atenção as harmonias e letras explorando outros temas além do satanismo explicito de outrora.
Destaques: "War Ensemble" (poucos discos começam tão bem assim, com riffs de guitarra destruidores e um Tom Araya cantando como um maníaco a plenos pumões), "Expendable Youth" (como já citado, letra explorando temas novos, música mais cadenciada e valorizando ao máximo o peso das guitarras), "Dead Skin Mask" (em minha modesta opinião, umas das melhores composições dessa banda!), "Hallowed Point" e a faixa título "Seasons In The Abyss" (com uma introdução longa e arrastada, porém cheia de clima, essa música apresentou o Slayer para toda uma geração de fãs através do clipe que foi muito tocado na eMiTiVi Brasil).
Tom Araya, Jeff Hanemann, Kerry King e Dave Lombardo fazem parte de um seleto grupo que certamente terão seus nomes gravados na história da música como criadores de um estilo único, inimitável e apreciado por gerações inteiras e esse Seasons In The Abyss para mim representa com mérito a síntese disso.
P.S.: Só pra não deixar de registrar: a capa é tosca que dói, mas até isso parece fazer sentido quando trata-se dos thrashers mais malvados do mundo!